HISTÓRIA DO PALÁCIO DA PENA
Palácio da Pena. Uma história através dos séculos
A história do Palácio da Pena remonta ao século XII, altura em que foi construída no local uma capela dedicada a Nossa Senhora da Pena. No século XVI, D. Manuel I iniciou a construção do Real Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, que foi entregue à Ordem dos Jerónimos. O mosteiro manteve-se ativo até ao terramoto de Lisboa de 1755, que causou graves danos.
Em 1838, o rei D. Fernando II comprou as ruínas do mosteiro e transformou-as num palácio de estilo romântico, misturando vários elementos arquitectónicos para criar a estrutura icónica que se vê hoje. Após a abolição da monarquia em 1910, o Palácio da Pena passou a ser propriedade do Estado e um museu público. Em 1995, a UNESCO reconheceu o Palácio da Pena como parte da Paisagem Cultural de Sintra, ajudando a proteger o seu valor histórico e cultural.
História inicial: Da capela ao mosteiro
As origens do Palácio da Pena remontam ao século XII, altura em que foi construída no local uma capela dedicada a Nossa Senhora da Pena, em Sintra. Durante o reinado de D. Manuel I, foi construído o Real Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, que ficou sob a alçada da Ordem dos Jerónimos. Foi concebido em estilo manuelino e combinava vários estilos arquitectónicos. Apresenta ornamentações pormenorizadas e paredes e azulejos de cores vibrantes e arrojadas.
O mosteiro permaneceu um retiro pacífico durante séculos, até que o terramoto de 1755 em Lisboa causou grandes danos estruturais. Apesar disso, manteve-se em uso até 1834, altura em que ficou vazio após a abolição das ordens religiosas em Portugal. Alguns vestígios deste período, como a Gruta do Monge, podem ainda ser encontrados no Parque da Pena.
A visão romântica do artista-rei para o Palácio da Pena
Em 1836, a Rainha D. Maria II casou-se com Fernando de Saxe-Coburgo e Gotha, que se tornou Rei-Consorte de Portugal. Fernando II, conhecido como o "Rei-Artista", era um homem muito culto, fluente em várias línguas e profundamente apaixonado pelas artes. Pouco depois de chegar a Portugal, D. Fernando apaixonou-se por Sintra e, em 1838, comprou o Mosteiro de São Jerónimo, do século XVI, em ruínas, e as terras circundantes. Inicialmente planeava restaurar o mosteiro como residência de verão, mas acabou por criar um palácio inspirado nos ideais românticos do seu tempo.
Transformação numa obra-prima romântica
O rei Fernando II inspirou-se na arquitetura neo-gótica, neo-manuelina, mourisca e renascentista e contratou o arquiteto alemão Barão Wilhelm Ludwig von Eschwege para transformar o mosteiro num palácio. A construção iniciou-se em 1842 e ficou praticamente concluída em 1847, com os últimos pormenores decorativos terminados em 1854. O Palácio da Pena combina diferentes estilos, reflectindo a era romântica do século XIX. Apresenta elementos góticos, neo-manuelinos, neo-islâmicos e neo-renascentistas, que lhe conferem um aspeto único e colorido. Torres, cúpulas e janelas em arco inspiram-se em castelos medievais e influências exóticas. As suas paredes amarelas e vermelhas brilhantes contribuem para o seu encanto de conto de fadas. O rei D. Fernando II queria que o palácio se misturasse com a paisagem natural, pelo que foi construído no topo de uma colina com vistas deslumbrantes sobre Sintra. Atualmente, a sua mistura de estilos faz do Palácio da Pena um dos marcos mais conhecidos de Portugal.
O Parque da Pena
O Rei Fernando II apreciava a bela paisagem natural em redor do palácio e quis criar um parque, combinando plantas exóticas com a paisagem existente. Concebido em estilo romântico, o parque inclui caminhos sinuosos que conduzem a pontos de referência como a Cruz Alta, o Templo das Colunas, as Colinas de Santa Catarina e o Vale dos Lagos. O parque é conhecido pelas suas colecções de camélias asiáticas da década de 1840, que passaram a fazer parte dos festivais de inverno de Sintra. Inclui ainda pavilhões e bosques paisagísticos de importância histórica e natural.
Residentes reais do Palácio da Pena
O Palácio da Pena foi residência de verão de vários membros da realeza portuguesa durante o século XIX e início do século XX. Após a morte da Rainha D. Maria II, em 1853, D. Fernando casou-se com a cantora de ópera e Condessa d'Edla Elise Hensler. Construíram no parque o Chalet da Condessa d'Edla, de inspiração alpina, um edifício de dois andares concebido para se adaptar ao estilo do palácio e ao ambiente natural. Após a morte de D. Fernando em 1885, o palácio passou para a Condessa d'Edla, que o vendeu ao Rei D. Luís para o manter na família real.
Mais tarde, o Rei D. Carlos I e a Rainha D. Amélia também utilizaram o Palácio da Pena como residência de verão, antes de se mudarem para a Cidadela de Cascais. Após o assassinato do Rei D. Carlos I em 1908, o seu filho, D. Manuel II, tornou-se Rei. Passou grande parte do seu tempo no Palácio da Pena, residindo na Torre de Menagem e utilizando os aposentos do pai para assuntos oficiais. A Rainha D. Amélia permaneceu no Palácio até à implantação da República, a 5 de outubro de 1910.
Reconhecimento e preservação histórica
Depois de Portugal se ter tornado uma República em 1910, a família real foi para o exílio e o Palácio da Pena tornou-se propriedade do Estado. Foi classificado como monumento nacional e transformado num museu público, atraindo visitantes com o seu design colorido e a sua rica história. Em 1995, a UNESCO reconheceu o Palácio Nacional como parte da Paisagem Cultural de Sintra, destacando a sua importância cultural. Em 2000, a Parques de Sintra assumiu a sua gestão e, desde então, tem liderado importantes projectos de restauro. Um dos maiores esforços foi a renovação do Chalet da Condessa d'Edla, que ganhou o Prémio Europa Nostra em 2013. O Salão Nobre também foi restaurado. Hoje, o Palácio da Pena é Património Mundial da UNESCO e continua a ser um dos marcos históricos mais famosos de Portugal. Por ser visitado anualmente por milhões de pessoas, quem quiser ser uma delas deve planear com antecedência visitar o Palácio da Pena e viver este pedaço de história em primeira mão.
Quer saber mais sobre o Palácio da Pena e a sua história?
Acesso ao palácio e ao parque
Visita guiada ao Palácio da Pena
Visite o Palácio da Pena e explore a sua arquitetura única e aprenda sobre o seu passado com um guia especializado! Ouça histórias sobre o Rei-Artista, D. Fernando II, que comprou e construiu o palácio. Pode ainda passear no Parque da Pena, cujos jardins foram também projectados pelo rei.
Explorar mais de Portugal
Tour Sintra, Pena, Regaleira e Cascais a partir de Lisboa
Passe um dia a descobrir a bela natureza, os castelos e as pequenas cidades do interior de Portugal com este passeio. Conheça os estilos arquitectónicos e visite o ponto mais ocidental da Europa continental - o Cabo da Roca! Esta excursão está disponível em várias línguas!